Considerado a fibra dura mais importante do mundo, a aplicação do sisal vai muito além das cordas e tapetes produzidos pelos artesãos. Da construção civil à indústria automobilística, a aplicabilidade da planta típica do semiárido brasileiro é um dos destaques do 1º Congresso Internacional de Fibras Naturais na Bahia, que acontece de 9 a 11 de setembro, no Hotel Pestana, no Rio Vermelho.
Na Bahia, a Ford e o Senai/Cimatec desenvolvem a tecnologia para usar um polímero à base de sisal que substitua o plástico e a fibra de vidro nos automóveis. Painéis e parachoques feitos da matéria-prima vegetal são mais leves, mais resistentes e melhor absorvidos pela natureza no momento do descarte.
Também no Nordeste, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) chegou a uma espécie de argamassa de sisal que é aplicada em até 5% dos tijolos da construção civil. O material também é mais leve e resistente e evita a retirada de argila, preservando solos. "São tijolos mais resistentes e trabalhamos para chegar em 8% de substituição, o que é um grande ganho econômico e ambiental", afirmou o chefe-geral da Embrapa Algodão, Napoleão Esberard.
Outra novidade é o uso do ápice do caule, de onde surgem, uma vez por ano, as flores da planta. A inflorescência, também conhecida como flecha, chega a seis metros de altura e é tão resistente que tem valor para dar suporte às telhas na cobertura de casas. A fibra do sisal tem aplicação no preenchimento de estofados e já começam a ser realizados estudos para produzir etanol do suco do sisal, subproduto do desfibrilamento.
As cordas de sisal usadas no atracamento de navios também têm uso em elevadores. É que dentro de muitos dos cabos de aço que sustentam as estruturas está a chamada alma. Feita da fibra natural, ela dá estabilidade às cabines.
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1º Congresso Internacional de Fibras Naturais na Bahia
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FONTE
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Esta página foi gerada no dia 30/07/2010
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