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Congregação de Dorothy Stang comemora decisão do STJ e cobra julgamento

Missionária americana Dorothy Stang foi assassinada há cinco anos
Créditos: Divulgação

As irmãs da Congregação Notredame, da qual pertencia a missionária Dorothy Stang, comemoraram no último dia 5 a decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (SJT) que derrubou o habeas corpus que mantinha em liberdade o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida.

Em seu primeiro julgamento Bida foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado, por ser considerado um dos mandantes do assassinato da religiosa. Beneficiando-se da legislação que previa um novo julgamento para condenados a pena superior a 20 anos, foi absolvido no segundo julgamento.

No entanto, no final do ano passado, um recurso do Ministério Público ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará conseguiu anular a absolvição, e foi decretada nova prisão o que levou a defesa a impetrar o habeas corpus. Com a decisão do STJ, Bida deve voltar para cadeia.

Em nota, as irmãs lembram que passados quase cinco anos da morte de Dorothy Stang, o outro acusado de ser o mandate da morte de Dorothy Stang, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, ainda não foi levado a julgamento.

"Para proteger a sociedade brasileira é essencial que as autoridades esclareçam a continuidade dos crimes e do consórcio criminoso que estava sendo denunciado por Dorothy Stang", argumentam as religiosas na nota. "Queremos, assim como Dorothy, que as autoridades investiguem e busquem punir os crimes e os criminosos cuja denúncia, documentada, Dorothy fazia e razão da sua morte. Queremos quebrar o acobertamento que perpetua a impunidade dos criminosos sócio-ambientais poderosos no Pará. Doa a quem doer", diz trecho da nota.

FAZENDEIRO ACUSADO DE MANDAR MATAR SE ENTREGA

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, no primeiro julgamento no Tribunal de Justiça do Pará
Créditos: Ricardo Lima/Tribunal de Justiça do Pará/Arquivo

O fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, se entregou no último dia 6 à Polícia Civil do Estado do Pará. Bida se apresentou hoje por volta de 6 horas na delegacia de Altamira, no interior do Pará. Após fazer exames de corpo de delito, o fazendeiro foi levado para o Presídio Regional de Altamira. De acordo coma Polícia Civil, Bida ficará no presídio à disposição da Justiça, que pode determinar sua transferência para outro local.

Em 2007, Bida foi condenado a 30 anos de prisão. No entanto, um novo julgamento, em 2008, inocentou o fazendeiro. O Ministério Público entrou com um recurso e a Justiça paraense anulou a absolvição do fazendeiro e determinou nova prisão. A defesa de Bida entrou com um pedido de habeas corpus ao STF e conseguiu uma liminar que o manteve em liberdade até o julgamento do mérito no último dia 4.

Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, sudeste do Pará. A missionária trabalhava com pequenos agricultores pelo direito à terra e contra a exploração de grandes fazendeiros da região.

FONTE

Agência Brasil
Ivan Richard e Luana Lourenço - Repórteres
Rivadavia Severo e Aécio Amado - Edição


Links referenciados

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

STF
www.stf.gov.br

Superior Tribunal de Justiça
www.stj.gov.br

Tribunal de Justiça do Estado do Pará
www.tj.pa.gov.br

Ministério Público
www.pgr.mpf.gov.br

Polícia Civil do Estado do Pará
www.policiacivil.pa.gov.br


© 2010 Agrosoft Brasil     Esta página foi gerada no dia 05/09/2010
Publicado originalmente em www.agrosoft.org.br/agropag/213293.htm